Dicas para elaboração de um plano de Gestão de Resíduos para Condomínios

Dicas para elaboração de um plano de Gestão de Resíduos para Condomínios

A identificação dos tipos de resíduos sólidos e das pessoas que geram os resíduos possibilita diversas ações na área de gestão ambiental. Uma das ações é que permite a elaboração de um plano de ação visando a minimização dos resíduos domésticos identificados, num trabalho de sensibilização e conscientização dos condôminos sobre a importância da segregação dos resíduos e a responsabilidade de cada um neste processo.

 

Outro aspecto que pode ser trabalhado é a aplicação das ferramentas de gestão da logística reversa, com o estudo da viabilidade de encaminhamento do resíduo previamente selecionado no condomínio para empresas de reciclagem que dão o destino correto ao material, ou que ainda pode ser valorizado como por exemplo, os resíduos eletrônicos.

 

Segue algumas dicas importantes durante o processo de elaboração de um plano de gestão de resíduos em um condomínio:

 

1 – O Sindico deverá buscar apoio técnico de profissionais ou empresa da área ambiental, que tenham experiência na elaboração do plano e que possam comandar uma assembleia ilustrando as objetivos, limitações e possíveis resultados com o PGRS.

 

2 – Aplicação de um questionário, com o objetivo de entender quais as perspectivas que os condôminos: grau de conhecimento quanto ao setor, compromisso, perspectivas. Este tipo de informação irá definir o nível de complexidade das ações de Educação Ambiental;

 

3 – Elaboração de um estudo gravimétrico, para definir qual o potencial de resíduos recicláveis o condomínio gera, caso contrário serão utilizados dados indiretos, (de outras fontes, do município por exemplo);

 

4 – Elaboração do diagnóstico do condomínio, avaliando as condições que dispõe para receber o novo Sistema (espaços para colocação dos coletores, para armazenamento dos resíduos, fluxo dos resíduos etc.), elaboração de uma estrutura de custo, ações, objetivos do projeto, cronograma e avaliar se a operacionalização do plano irá ser compatível com a realidade financeira do condomínio.

 

5 – Quanto aos elementos estruturantes no plano, seguem algumas orientações:

  1. Descrição do empreendimento ou atividade; 
  2. Diagnóstico dos resíduos sólidos gerados ou administrados, contendo a origem, o volume e a caracterização dos resíduos, incluindo demais informações ambientais a eles relacionados; 
  3. Observadas as normas estabelecidas pelos órgãos ambientais municipais, e se houver, o plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos: 
    1. Explicitar os responsáveis por cada etapa do gerenciamento de resíduos sólidos, consultores e grupo gestor do condomínio; 
    2. Definição dos procedimentos operacionais relativos às etapas do gerenciamento de resíduos sólidos sob responsabilidade do gerador; 
  4. Identificação das soluções consorciadas ou compartilhadas com outros geradores; 
  5. Ações preventivas e corretivas a serem executadas em situações de gerenciamento incorreto ou acidentes; 
  6. Metas e procedimentos relacionados à minimização da geração de resíduos, a reutilização e a reciclagem; 
  7. Periodicidade de sua revisão, observado, que o plano deve ser revisto no período relacionado a revalidação da sua licença. 

Ações como estas podem apresentar boas orientações para o aprimoramento da meta do PGRS que pode ser proposta a partir de pesquisas, dinamizando a coleta de resíduos, agilizando-a e tornando-a eficiente e eficaz nos quesitos referente a prazo, controle de qualidade dos serviços e a resultado.

 

O sucesso do projeto e a sua continuidade contribuirá para o aprimoramento das boas ações ambientais, dentro do condomínio, subsidiando outros aspectos ambientais que podem ser melhorados, fortalecendo o bom relacionamento entre os condôminos, de forma responsável e cidadã.


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